Dr. Eliphas Levi registra melhora em 90% dos pacientes com adesão ao tratamento à risca

Dr. Eliphas Levi registra melhora em 90% dos pacientes com adesão ao tratamento à risca

A adesão ao tratamento é o fator que mais separa quem melhora de quem não melhora. Um levantamento operacional próprio do médico Eliphas Levi Assumpção Egg Gomes aponta que nove em cada dez pacientes que cumprem o protocolo à risca melhoram. O número é autodeclarado e mede constância, não prescrição.

No plano internacional, a régua é outra. Uma revisão de escopo publicada na revista Ciência e Saúde Coletiva registra a estimativa da Organização Mundial da Saúde. Metade dos pacientes não segue o tratamento prescrito em países desenvolvidos, e a proporção tende a ser pior em países em desenvolvimento.

O que o levantamento mediu sobre quem cumpre o protocolo?

O levantamento mede desfecho por constância: quem seguiu o protocolo do começo ao fim, sem interrupção.

O dado vem da operação do Dr. Eliphas Levi, médico de medicina personalizada que atende em Resende Costa, em Minas Gerais. É um levantamento próprio e autodeclarado, não um ensaio clínico controlado. A leitura correta é de comportamento, não de resultado clínico comprovado.

O recorte é estreito de propósito. Ele olha apenas para quem cumpriu integralmente o que foi combinado, e não para a média de todos os atendidos. Medir adesão ao tratamento é medir comportamento sustentado, não a qualidade isolada de uma prescrição.

Os indicadores operacionais divulgados pelo médico compõem o retrato de quem chega ao fim do protocolo.

Indicador operacionalValor
Pacientes que cumprem integralmente o protocolo e melhoram pelo menos metade do quadro inicial90%
Pacientes que relatam resultado positivo já na primeira semana96,7%
Pacientes que indicam o serviço a outras pessoas72,4%
Novos atendimentos que chegam por indicação de quem já tratou80%
Tratamentos que incluem reestruturação da rotina de vida100%
Pacientes ativosmais de 150
Pacientes atendidos em cinco anosmais de 2 mil

Eliphas Levi é médico com atuação em hormonologia, e o método que ele aplica parte de rotina, desenvolvimento e aprimoramento. Nenhum desses números descreve promessa de cura, prazo ou perda de peso, e ele os apresenta como retrato da própria operação.

Por que metade das pessoas não segue o tratamento prescrito?

Porque o tratamento compete com custo, rotina e crença: seguir é uma decisão que se renova todo dia.

A revisão de escopo publicada na revista Ciência e Saúde Coletiva reúne as barreiras mais citadas na literatura. Elas aparecem tanto em quem toma medicamento quanto em quem precisa mudar hábito. O peso de cada uma varia com a vida concreta de cada paciente.

As barreiras descritas na revisão sobre adesão à farmacoterapia se repetem no consultório brasileiro.

  • Custo do tratamento, que compete com outras contas da casa
  • Complexidade do esquema terapêutico, com muitos horários e etapas
  • Reação adversa que aparece antes do benefício percebido
  • Crença de que o tratamento não é necessário

A última barreira é a menos comentada e a mais decisiva. Quem não acredita que precisa continuar não continua, mesmo sem efeito adverso nenhum e mesmo com dinheiro no bolso.

O que faz alguém parar no meio do caminho?

Quase sempre por acúmulo de pequenos desvios, não por uma decisão única de abandonar o tratamento.

Os Manuais MSD descrevem esquecer uma dose, alterar a dose por conta própria e interromper sem avisar como comportamentos previstos. Não são exceção clínica nem sinal de descuido do paciente. São o modo como a vida real interfere no que foi prescrito.

O verbete sobre adesão ao esquema terapêutico organiza esse encadeamento com clareza. Falta de melhora percebida no curto prazo acelera a desistência. Agenda imprevisível, casa cheia e cansaço fazem o resto do trabalho.

O desvio raramente é anunciado. Ele começa com uma dose adiada, segue com uma semana de pausa e termina em abandono do tratamento sem que ninguém no consultório fique sabendo.

O que sustenta a constância de quem vai até o fim?

Vínculo com o profissional, motivação para o autocuidado, educação em saúde e crença no tratamento.

São os facilitadores que a mesma revisão brasileira aponta como determinantes da continuidade. Nenhum deles depende de um medicamento novo ou de tecnologia cara. Todos dependem da relação entre o paciente, a informação que ele recebe e a vida que ele leva.

Os quatro se reforçam entre si e raramente aparecem sozinhos.

  • Vínculo com o profissional de saúde, que torna a dúvida perguntável
  • Motivação para o autocuidado, que sobrevive à semana ruim
  • Educação em saúde, que explica por que cada etapa existe
  • Crença no tratamento, que sustenta a espera pelo resultado

Pessoas próximas entram nessa conta como fator prático da constância.

Quem convive com o paciente organiza horário, compra o que falta e lembra do que ficou para trás, e essa engrenagem doméstica pesa mais do que costuma aparecer no prontuário.

Adesão ao tratamento é decisão diária ou obediência?

É decisão diária: a literatura separa obedecer a uma ordem de escolher continuar um cuidado.

A revista Infarma, do Conselho Federal de Farmácia, distingue compliance de adherence. No primeiro caso o paciente é passivo diante da prescrição. No segundo, ele adota ou não a recomendação com autonomia, e é esse segundo caso que se sustenta no tempo.

O artigo publicado na Infarma sobre adesão ao tratamento medicamentoso registra ainda um detalhe prático. Indicação vinda de pessoa próxima costuma ser aceita com mais facilidade do que a mesma orientação dada em consultório.

Tratar constância como obediência tende a piorar o resultado.

A adesão ao tratamento não é traço de caráter nem sinal de força de vontade, e enquadrá-la assim empurra o paciente para o silêncio quando ele mais precisaria avisar que parou.

O que muda quando o protocolo cabe na rotina real?

A taxa de constância sobe quando o esquema é simples, previsível e compatível com a agenda de quem trata.

Complexidade do esquema é uma das barreiras mais citadas, e reduzir complexidade é reduzir motivo de abandono. Por isso o desenho do protocolo importa tanto quanto a escolha do que prescrever. Quem trata dentro da própria rotina tende a chegar ao fim.

Há um limite honesto nessa leitura. Constância não conserta protocolo errado, e insistir na mesma prescrição sem revisão é diferente de sustentar o cuidado com ajuste.

Quando semanas passam sem qualquer sinal de mudança, o caminho é revisar o desenho com o profissional que acompanha o caso, não redobrar a cobrança sobre si mesmo.

A adesão ao tratamento aparece aí como a variável escondida do resultado: ela explica parte do desfecho, jamais o desfecho inteiro.

Nenhuma leitura de dado substitui a consulta com profissional de saúde habilitado, que é quem indica o que serve para cada pessoa e o que não serve.

Equipe Conteúdos Geniais

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